Voar em Terra

As deambulações dementes de uma sombra cansada

Month: August, 2010

Deixa-me voar, só mais um pouco…

Porquê, porque é que continuas a insistir, sabes que não vale a pena, sabes que é inútil, que o mundo nunca se irá moldar à tua imagem e que nunca irás ficar satisfeito com aquilo que ele te apresentar, é impossível não saberes, sofres voluntariamente, como é que isso é possível, como é que alguém consegue ser tão estúpido, explica-me, por favor, que não faço mais pequena ideia, serás masoquista, não há final feliz aqui, não para ti, por isso acorda, abre os olhos e aceita aquilo que vês, não os feches por capricho outra vez, não te prendas na tua fantasia, tudo o que sobe tem que voltar a descer, e quanto mais tempo demorares a compreender isso… mas tu sabes, é impossível não saberes, certo?

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Como Destruir a Razão

  Uma luz pisca, intermitente, no meu dormir, como se por mim chamasse, como se quisesse a minha atenção, insuportável, e pior a cada dia que passa, a cada hora, a cada minuto, a loucura bate à porta e não passo sem a abrir, porque não posso ou porque não quero, quando ela se encontra assim.

  Começou a chover, de repente, num mundo muito para além de banais descrições, Estás a olhar para onde, Estás a fazer o quê, A luz continua a piscar, persegue-me, até neste lugar, O que é que te aconteceu, Estás bem, Ando por andar, numa ponte que me leva a sei lá onde, atravesso-a apenas para encontrar um sítio igual, mas neste lado já não é de dia e a chuva já não se sente, será simetria, Há tanta coisa para ver, Há tanta coisa para fazer, Estava a pensar que nunca mais chegavas…

  Onde me levas, loucura?