Voar em Terra

As deambulações dementes de uma sombra cansada

Voltar

Imagem

[audio http://37.235.56.204/rakuyou.mp3|titles=Choro Club – Rakuyouloop=no]
Pensei que te tinha perdido. Faz tanto tempo, e pensei mesmo que te tinha perdido. É imensurável o vazio que não se vê mas que se sente, que manifesta à mínima ocasião. Um porquê, um sei lá ou um pensamento que se arrasta demais numa amálgama de pretextos que ambos sabemos fingidos. Aquilo que foge de quem lhe tenta chegar. Que se esconde nos locais mais inoportunos. Que rói. Que nunca pára de roer.

Agora que te encontrei – ou que simplesmente te deixaste encontrar – o que é que vai acontecer? O que é que vais mudar? Serão demais as esperanças para tão pungente realidade? Será que interessa? Ainda assim, afagam-me a mente essas minhas divagações; talvez o interesse esteja exactamente na sua ausência. Elas são não mais do que são. Talvez isso baste.

O Homem Que Destruiu o Mundo

O Homem Que Destruiu o Mundo

  Respirava, uma e outra vez. Vivia, apesar de tudo, abrindo os olhos para o espetáculo de luzes que podia agora admirar livremente a cada passagem da lua. De braço estendido até ao céu, sentia o ar a escapar de si quando cerrava o seu punho, o inerente vazio de tudo aquilo que não conseguia alcançar e a insuperável distância entre os seus desejos e a sua compleição. Se não era tristeza, mais o era uma letárgica apatia de uma realidade que embora não se furtasse, revelava-se um tanto pesada demais para abrigar.

  Ninguém lhe havia desejado tal destino – tão abominável encargo não coube senão a ele próprio. Ele era, Livre, no seu julgamento turvado por toda uma incontrolável demência. Mórbidos eram os sonhos que o mantiam acordado durante noites a fio. Incontroláveis visões de coisas e de pessoas que jamais poderiam ter lugar no cenário envolvente. Ele existia, é certo, mas cada vez mais se questionava se o era, realmente.

  No final, sabotado por quem mais confiança viu em si depositado, ele limitou-se a fazer única coisa que alguma vez soube fazer. O homem que destruiu o mundo, fê-lo não por ódio ou algo similar, mas por se ver ausentado de uma alternativa. Para ele, e quiçá se apenas na sua incontornável limitação, aquele era o único rumo possível.

  Atentar os destroços do que havia sido outrora, que roem, por dentro, até que não haja mais dentro por onde roer, saber que os pés estão onde estão e que as mãos têm o poder que têm vale o que vale, o céu é o mesmo e o caminho inverso não é de possível travessia. Ele segue o que tem a seguir, faz o que tem a fazer, e respira, uma e outra vez, vivendo, apesar de tudo, porque construir um mundo novo não tão fácil quanto devia.

(sem título)

É um tanto burlesco, isto. O local, a pessoa, o assunto, seja lá o que for, o que mereça consideração a um determinado momento. As deambulações de uma sombra cansada de ela mesma não davam senão uma peça literária de génio caricato, e estou já um bocado farto de lhe fazer parte. Já chega. Não há mais nada para ver aqui. Ao menos nesse sentido fiz um bom trabalho. Ainda assim – o descaramento – no final disto tudo, existir pairada expectativa; burlesco talvez se revele eufemismo de mais alta categoria. E para quê! De que é que vale!? Ludibrias a lucidez com a maior das facilidades, parece que te é já uma segunda natureza! Sabes bem que há um limite para a tua fuga…

(sem título)

(sem título)

Aquilo que resta é nada. Do austero suspiro que outrora invadira tua alma, que te vestira e te honrara da melhor das formas, ou não por tua sentença, e quem és tu senão a réstia do furto de esse todo, de esse nada, quem és tu, afinal, sempre julguei que serias diferente, que as tuas feições viriam a narrar fantasias outras e contudo a realidade assim o é, e tu, que a segues, também, com desavindos tantos, apagas esperanças já de hábil forma mas não o fazes sem peso, o que custa largar és tu e por isso mesmo te pergunto novamente, quem és tu, ou, és o tu que querias ser?

Hoje, és magia

Hoje, és magia

  Atraiçoa-me o sono, ainda agora. Fabricações de pavio escasso, inerentes ilusões e esperanças de dura cortada pela lucidez da realidade. É que ainda sinto o calor das tuas mãos nas minhas – mãos que não são tuas na verdade mas que o são em demasia. O sentimento associado, edificado por uma lógica sinuosa. E a sua reacção em mim. Há dias em que não sei para que é que fechei os olhos na lua anterior. Se tivesse sabido… e daí, talvez não. Talvez tenha valido o desapontamento, por mais passageira que tenha sido na sua natureza. Não sei. Não é de fácil resposta aquilo que muda consoante a alma que me possui a mim nos meus suspiros.

  E passou já tanto tempo. Assumiria a posse de uma memória distorcida não fosse essa uma falsa assumpção. Não é esquecido aquilo que se ausenta voluntariamente. Aquilo que se aparenta deslembrar. Existem outras obrigações. Responsabilidades. A paralisação não é opcional para quem insiste viver, mas a deriva é inevitável. Quanto tempo pretendes continuar assim? Onde é que achas que vais acabar? Tens que fazer alguma coisa. Eventualmente, tens que fazer alguma coisa.

  Por isso, hoje, mais do que nunca e nem que só para mim, és magia. Toda a beleza e todo o mistério do mundo concentrado num só local. Figura cujo sorriso dói um bocado demais e cujo olhar o acompanha. Aquilo que as mãos não conseguem segurar. Que a mente projecta nos locais mais improváveis. O sobressalto, o peso na respiração e a consequente efemeridade. A simples menção do teu nome traz-me de volta a uma realidade estranha.

  Esta não é senão a verdade. Eu nunca senti por ninguém aquilo que senti por ti. Aquilo que ainda sinto, por mais que não queira. Mas já não somos crianças. Já não temos idade para supostos amores eternos e romances de meio dia. E é este o fim. Um adeus com um sorriso forçado. Um desejo-te de tudo o melhor, do mais fundo do meu coração. Espero que sejas feliz. Que tenhas uma vida feliz. Não mereces menos que isso. Não deixes que ninguém te diga o contrário. Não me teria apaixonado por ti fosse esse o caso.

id

  Porquê? Tu sabes quem és, por isso, porquê? Já não é altura de parares de esconder toda a merda que está por baixo com um sorriso e um olá? Não te magoa fingires que és normal? Não te destrói por dentro? Tu não és como as outras pessoas – nunca serás – e quando é que te vai dar para aceitares isso?

  Acorda

  Os pensamentos que me assombram não são meus, não podem ser meus, são de alguém que me acompanha, alguém que não eu, alguém cujo desmesurado desengonço se aparenta de difícil controlo e, Custará assim tanto pensar, mas de que é que isso interessa, de que é que isso vale, porque é que não morres, continuas a existir, repugna-me inalar o mesmo ar que tu, e saber que és um entre muitos, inconsoláveis aberrações da natureza que negam aquilo de que prima a sua raça, porque é que não desaparecem juntamente com a obscena necessidade pela vossa inútil utilidade, rejeito comparações, carecem de significado suficiente para tais e, É essa megalomania, é ela, é isso, inerente superioridade de que se alimenta o teu ser, aceita-a, não a continues a negar, pela primeira vez na vida, sê quem verdadeiramente és.

  Acorda

  Nunca. Não por não ser real, mas exactamente por o ser em demasia. O que é que teria a ganhar? A verdade não interessa a ninguém. Não vivemos em tal mundo. Depois de tanto tempo a construir esta abstracção, esta plataforma de comunicação que se rege sob as ígneas regras sociais, não existe melhor solução.

  Acorda

  Ela existe, algures. Um ponto final marcado a ferro em paredes verteginosas. Falta encontrá-lo, no entanto. Concretizá-lo. E já faltou mais para ser capaz de dizer, de uma vez por todas, “Fim”.

O Parque (tentativa #1)

– “Quando?”

– “De hoje a oito dias… desculpa, eu…”

– “Pára. Por favor.”

– “Desculpa…”

  A torrencial chuva que se fazia sentir desde manhã vinha apenas rematar a minha dor. Era palpável, agonizante, tal como a era a dela mas no meu egoísmo infantil dificilmente conseguia ver isso. As suas palavras haviam acabado de desmoronar o meu mundo, e as minhas fantasias idiotas acerca de um futuro juntos tornaram-se nada mais que isso – fantasias, sonhos que se aportaram outrora e que desapareceram com a mesma rapidez. É incrível como as coisas mudam de um momento para o outro. Em meros minutos, sumiu qualquer vestígio do sorriso que carregava imbecilmente na cara depois de ela me ter dito para ir ter ao parque, afogado entre incontáveis poças e pegadas lamacentas, e a única coisa que me surgia agora era o quanto eu odiava este lugar.

  Eu fugi. Tão rápido quanto pude, eu fugi. Nunca corri tanto na minha vida. Talvez estivesse a tentar ultrapassar a realidade que se impôs, ou talvez simplesmente as minhas lágrimas, não sei. A única coisa de que estava seguro na verdade era de que lá não podia ficar, o peso era insuportável muito para além do meu limite.

  Quando dei por mim estava no chão. Escorreguei num sítio qualquer. Olhei à minha volta numa tentativa de perceber onde estava. Se ela me tinha encontrado. Era o parque, ainda, e negativa era a resposta à segunda pergunta. Não sei porque é que o queria. Depois de ter fugido, porque é que ainda assim me magoou mais o facto de ela não estar ao meu lado. Quanto tempo é que estive aqui? A lua mantia-se visível através da densa folhagem e a chuva não dava indícios de cessar, não deve ter sido mais de que um quarto de hora desta noite que se aparentava interminável.

“Time Waits For No One”

"Time Waits For No One"

  E ainda estou a decidir se o encontro no seu brilhantismo ou na sua depressão. É tudo tão dolorosamente transitório, tão desprovido de qualquer significado tangível, que começo a aperceber-me que é aí que está o verdadeiro charme das coisas. Os opostos potenciam-se de tal forma que se tornam inseparáveis, e essa realidade não é senão deliciosamente irónica. Aproveita-o enquanto o tiveres, mas lembra-te que também é importante não o teres, não te esqueças disso, está bem?

  Não sei, às vezes é tão fácil fugir, dá impressão que apreciamos o absurdo ou simplesmente tudo que ele envolve. É que não existem soluções no fundo desse copo por mais de ti que esteja nele ou dele em ti, tal como não o existem em palavras ocas ou lágrimas sentidas, emoções falsas ou memórias perdidas, e eu estou farto de fingir e não quero cometer o mesmo erro que tu. Não vou mentir e afirmar que as coisas não mudam, a ingenuidade e a inocência não me atingem assim tão forte, mas a verdade actual é esta e, não sei, talvez ela valha de alguma coisa. Lamento as implicações a quem me compete, mas também não vou mentir e afirmar que as coisas mudaram, não sei, é de mim, eu sou parvo assim.

Coisas que me irritam neste preciso momento

  • Irrita-me ter vontade de escrever mas sem saber sobre o quê, passar horas a ponderar assunto ou a procurar luz em coisas aleatórias, e maior parte das vezes acabar sem qualquer resultado;
  • Irrita-me ter que ouvir a mesma música durante horas a fio (no actual caso sendo esta) numa tentativa parva de tentar manter intacta a inspiração que me atingiu inicialmente e que me fez pegar na metafórica caneta e papel;
  • Irrita-me o sol e o Verão, ou talvez simplesmente o calor, porque eu não serei eu sem ser do contra;
  • Irrita-me o facto de pensar demasiado nas coisas, ao ponto de me imobilizar devido ao medo que todas as minhas previsões negativas se concretizem e eu fique num local menos feliz;
  • Irrita-me saber que tenho razão em o fazer muitas vezes;
  • Irrita-me mais aperceber-me depois que não a tenho;
  • Irrita-me a estupidez, tanto própria como alheia, as acções sem sentido e as palavras inúteis, não me falhando aqui o ligeiro trago a hipocrisia;
  • Irrita-me não me saber controlar em alturas desapropriadas e o oposto nas situações contrárias;
  • Irrita-me não conseguir aproveitar o momento devido a reminiscências patetas, ou pior, devido a devaneios desadequados acerca de coisas que apenas acontecerão no futuro, se o acontecerem de todo;
  • Já disse que me irrita aquela música?
  • Irrita-me querer alguma coisa e não fazer nada para o/a obter, sempre preso a um ideal de preguiça ou de sobre-ponderações recursivas que me levam a lado nenhum a uma velocidade estonteante;
  • Irrita-me não querer nada quando me perguntam, “O que é que queres?”, embora me irrite mais quem me faz essa pergunta;
  • Irrita-me o prevalente diletantismo (eufemismo, talvez?) do qual não me consigo despegar;
  • Irrita-me ver-me incapaz de ler metade das coisas que quero ler e capaz de ler tudo aquilo que não quero, Cosmos, há quanto tempo por aqui pairas!
  • Irritam-me as expectativas que as pessoas têm de mim, não por maldade mas simplesmente porque sim, dispenso a responsabilidade inerente às mesmas, aquele bichinho que está sempre lá a dizer que aquilo ainda não está bom o suficiente;
  • Irrita-me não fazer metade das coisas que digo que quero fazer;
  • Irrita-me saber que já desperdicei demasiadas oportunidades, e que o continuarei a fazer para sempre no futuro;
  • Irrita-me desiludir quem quer que seja, excepto a mim próprio, talvez seja o único que não espere absolutamente nada de mim, hah;
  • Irrita-me estar a começar todos estes pontos com a expressão “Irrita-me” (exceptuando um, vá), imaginar a excruciante leitura disto e a eventual tortura que será fazê-lo em voz alta;
  • Irrita-me não saber escrever tão bem quanto gostaria, assim como outras milhentas coisas de que pouparei o pobre coitado/a que está a ler isto de enumerar aqui;
  • Irrita-me saber que daqui a uns anos vou achar que metade do que disse ou escrevi é uma enorme parvoíce resultante duma efémera e ignóbil juventude;
  • Irrita-me aperceber-me que já não sou uma criança e que já não tenho 15 anos;
  • Irrita-me ser mal compreendido, não gosto de confusões que podiam muito bem ser evitadas com o mínimo de esforço;
  • Irritam-me esperanças parvas sem qualquer sustento;
  • Irritam-me mais as pessoas que se agarram a elas (do género, eu);
  • Irritam-me pessoas que não pensam por si próprias, e que deixam tudo para outrem;
  • Irrita-me a ausência de esforço, consideração, somos todos por todos, à falta disso deixaremos de nos achar humanos, digo eu;
  • Irrita-me mesmo mesmo mesmo a sério estar-me a distrair de 5 em 5 minutos com coisas aleatórias provenientes dos tubos que tão cheios de gatos e imagens menos apropriadas estão, tenho que começar a fazer alguma coisa acerca disto;
  • Irrita-me não ser quem quero ser, não estar com quem quero estar, não estar onde quero estar, estou bem onde não estou, ou é um espaço impossível numa referência mais contemporânea;
  • Irrita-me ir avante com soluções estúpidas mesmo sabendo que são estúpidas;
  • Irrita-me quando não faço o contrário;
  • Irrita-me dizer que não quando quero dizer que sim;
  • Irrita-me sentir inveja de quem quer que seja, seja pela razão que seja, sentir-me menor por causa disso, ou pior, até pseudo-deprimido;
  • Irritam-me pessoas falsas, incapazes de se aperceberem de quem realmente são e de perceberem que nem todos são tão cegos quanto elas;
  • Irrita-me continuar a sentir o mesmo por ti e continuar sem fazer nada, andando para a frente ou não, mantendo-me numa semi-estase da qual me custa sair e de onde só me saem estes textos estúpidos em dias;
  • Irrita-me manter uma fachada de uma personalidade e uma fachada de uma conversa quando na verdade o que quero ser ou dizer é algo de completamente diferente, simplesmente para manter um suposto status quo que alguém se dignou a estabelecer numa certa altura da linha temporal e que eu, aparentemente, não posso senão obedecer;
  • Irrita-me não saber quanto mais devo escrever para que seja suficiente, para que não fique com mais nada a dizer de tudo aquilo que quero dizer, não é que queira ser uma página aberta mas às vezes parece útil, talvez assim alguma coisa mude assim, ou quiçá alguém leia, até;
  • E irrita-me isto, já, com licença.

O Lugar

O Lugar

  Ele não vai passar da meia-noite por mais que fiques a olhar para ele, assim o fizeram, é defeito de origem. Defeito intencionado, é certo, mas admito que me fazia perder a noção do tempo ao início. É uma questão de hábito. Hás-de lhe apanhar o jeito, eventualmente. Mas conta-me, estás perdido? Fazes a mínima ideia de como vieste aqui parar? Imagino que estejas a estranhar a tela branca, o inerente vazio, mas acredita quando te digo que não há nada mais natural que isto. Esta sala, este espaço, ele torna-se reconfortante se lhe deres uma hipótese. Onde estás? Não te vou responder a isso tanto quanto não o consigo fazer, estás em lado nenhum, estás em todo o lado, e no entanto o que vês são quatro paredes brancas e um relógio que julgas defeituoso. Confirmo-te no entanto que não estás morto, seria necessária uma história menos digna para descer a tal banalidade, e espero honestamente que não tenha sido essa a impressão com que ficaste da tua situação.

  Não não, tu estás num local singular, se é que lhe posso atribuir essa designação. Ele é o que fizeres dele – num momento estás aqui, noutro estás num sítio diferente onde a lua reina e a chuva se sente, recolecção familiar tua, suponho. Não existem limites para além de ti, se bem que se admita, e não me leves a mal, que já esses são de dimensão considerável. Podes fazer o que quiseres, mas tem em mente que os ponteiros daquele relógio irão continuar sem se mover. É meia-noite, não te esqueças disso.

  Quem sou eu? Também não o sei, o simples acto de existir sacia-me a vontade e nunca lhe dei grande importância, eu sou eu, não necessito de mais. Talvez mais pertinente seja a questão, quem és tu? Mas não te massacrarei sabendo já as razões que trazem pessoas a este lugar. Já fiz demasiados discursos acerca da futilidade dos vossos assuntos para saber que de nada servem, por isso, e simplesmente, diverte-te, faz tudo o que tens a fazer, a partir deste momento este mundo é teu juntamente com toda a responsabilidade associada ao mesmo.

  Apenas, tenta não te perder. Tu sabes quem és, ou pelo menos deves ter alguma noção de ti, não largues isso. Há consequências para as tuas acções, nem que sejam para contigo mesmo, e não é algo que devas ignorar. Talvez um dia decidas continuar. Voltar. Ou porque te cansaste ou por qualquer outra razão, não sei. E nesse dia vais perceber o que te estou a dizer.

  Até lá, boa sorte. Ou, não sei, diverte-te. Vou ficar à tua espera. Espero que ainda te lembres de mim então.